Eu canto minhas tristezas
Porque elas não tem lugar
Alegrias encontram pessoas
Os braços encontram abraços
Mãos estendidas, apertos
Risadas são fáceis de dar
Eu canto o que não é certeza
A dúvida não tem lugar
Angústias: veleiros sem proas
Medos são nós sem laços
Eu canto os meus cansaços
Minhas tristezas não tem pousar
Eu canto o que não tem espaço
Eu canto o que não tem beleza
Eu canto a tua tristeza
Pra que tu não precises cantar
sábado, 30 de maio de 2015
sábado, 14 de fevereiro de 2015
Lágrima
Como posso, agora, neste momento,
neste piscar de olhos,
neste único suspiro,
ser tão feliz e tão triste?
Como cabe, não entendo,
ao mesmo tempo,
um sorriso
onde a lágrima persiste?
Como cabe tanto amor?
Será que é esse o motivo?
Já no peito não comporta.
Por isso a garganta embarga
e pelos olhos transborda, em lágrima.
sexta-feira, 10 de outubro de 2014
A não existência
Eu só vivo quando escrevo.
Todos os outros momentos,
Não respiro.
Eu te olho e não respiro.
Eu te falo e me falta o ar.
Tudo que não está no texto, definha.
Esta é a angústia minha.
E ela está lá,
No olhar sufocado
Na fala embargada.
Só não está nessas linhas
Só nessas linhas, que ela não está
Eu escrevo pra não morrer.
Eu escrevo pra não matar!
Eu só vivo quando escrevo.
Todos os outros momentos,
Não estou lá.
Todos os outros momentos,
Não respiro.
Eu te olho e não respiro.
Eu te falo e me falta o ar.
Tudo que não está no texto, definha.
Esta é a angústia minha.
E ela está lá,
No olhar sufocado
Na fala embargada.
Só não está nessas linhas
Só nessas linhas, que ela não está
Eu escrevo pra não morrer.
Eu escrevo pra não matar!
Eu só vivo quando escrevo.
Todos os outros momentos,
Não estou lá.
segunda-feira, 14 de julho de 2014
Canção ao desamor
Há tanta tristeza em meu peito que eu não sei o que fazer.
Também não sei de onde vem esse pesar sem fim.
Só sei que ele é grande e está em mim...
É grande e está em mim.
O mundo não me parece próprio para caber
Essa pessoa que sente tudo que é triste, que sente tudo que chora.
Só sei que a lágrima é minha agora.
A lágrima é minha agora!
Então me escuta por um momento, deixa eu te devolver
O teu lamento, a tua revolta, a tua esperança morta
O teu ódio, a tua injustiça, o teu desdém bateu à minha porta.
O teu rio desaguou em mim.
Teu rio desaguou em mim!
Quero embora, não sei pra onde, quero um lugar que me proteja
Quero que não me encontre esse dissabor que tu festejas
Sonhei com um lugar outrora, que me cabia enfim.
O lugar me cabia enfim!
Tinha luz em todos os cômodos e cadeiras amarelas
Tinha flores nas janelas, detalhes em jasmim
Tinha o amor que me espera
Amor sem fim
Quero o amor sem fim...
Também não sei de onde vem esse pesar sem fim.
Só sei que ele é grande e está em mim...
É grande e está em mim.
O mundo não me parece próprio para caber
Essa pessoa que sente tudo que é triste, que sente tudo que chora.
Só sei que a lágrima é minha agora.
A lágrima é minha agora!
Então me escuta por um momento, deixa eu te devolver
O teu lamento, a tua revolta, a tua esperança morta
O teu ódio, a tua injustiça, o teu desdém bateu à minha porta.
O teu rio desaguou em mim.
Teu rio desaguou em mim!
Quero embora, não sei pra onde, quero um lugar que me proteja
Quero que não me encontre esse dissabor que tu festejas
Sonhei com um lugar outrora, que me cabia enfim.
O lugar me cabia enfim!
Tinha luz em todos os cômodos e cadeiras amarelas
Tinha flores nas janelas, detalhes em jasmim
Tinha o amor que me espera
Amor sem fim
Quero o amor sem fim...
terça-feira, 8 de abril de 2014
Aprendendo a plainar
Eu ouço o que me diz o vento
Como quem ouve uma melodia
Meu corpo segue ao relento
Minh'alma é cotovia
Às vezes o vento é forte
Parece que está a cantar:
Voe comigo pro norte!
Saia desse lugar!
Minh'alma se lança no espaço
Meu corpo não sabe voar
Minha alma inconformada
Planeja, constrói, projeta
para meu corpo, asas!
Forças para minhas pernas!
Novamente, num momento insano
Lanço meu corpo no ar
Minh'alma se rejubila
Meu corpo começa a cantar
Mas o vento me diz num sussurro:
Agora sou brisa, sou brisa...
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
Meus Passos
Se te aproximas, me aproximo
Não exageres, contudo, no teu impensado ato
Que no conflito não sou tão exímio
E no voltar, meus braços estão mais frouxos
E minhas vistas mais enevoadas
Se me afastas, eu me afasto
Se te aproximas, me aproximo
Pois não há disputa, nem luta pretendida
Há apenas as minhas retiradas
e em contra partida, tuas investidas
No entanto, fique atento
Se me queres perto, não me afastes
Não penses que é batalha vencida
pois quando me vou, meus passos largos
podem ser maiores que tua medida
Patricia Eugênio
quinta-feira, 23 de maio de 2013
Fogo e Água
Às vezes eu sou como a água.
Às vezes eu sou como o fogo.
Às vezes eu me misturo,
dissolvo
me envolvo
me igualo
E quando está tudo calmo
E quando já não há defesa
Te inflamo
Provoco
Te incito
Sou chama acesa!
Não estou mostrando quem sou
Não sou de me fazer entender
Sou apenas de ser
Eu sou plena, de ser
Fogo e água
Assinar:
Postagens (Atom)






