quarta-feira, 1 de março de 2017

No ventre te protejo

Dorme, minha filha, dorme
Que tua mãe vela teu sono 
E quando estiver em meus braços
Deixas ser puro abandono

Aproxima-te dela quanto pode
Encosta tua cabeça em seu peito
E no leito, sinta o calor do meu corpo
Sorva o leite que jorra em teu socorro
Tudo agora parece direto
Ouça alto minha respiração
Sinta meu coração junto ao teu
Sinta que tudo te acalma
No corpo que não te esqueceu

Tua mãe está aqui, quieta
Pensando se o amor pode curar
Intimamente, uma forma arquiteta
De você ao seu ventre retornar



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